Archive for setembro \28\UTC 2008

Um conto de fadas moderno – “O que levou a Rainha Má ao extremo de pedir o coração de Branca de Neve?”

setembro 28, 2008

“Era uma vez…
Amélia, Bianca, Rosa, Carmen, Odete, Clara, Senhora A…
7 mulheres, 7 destinos, 7 mistérios
Em Rio de Janeiro encantado, seus caminhos se cruzam.
São vítimas ou são algozes?
Repetem o passado? Antecipam o futuro?
7 cartas, 7 prendas, 7 dias.”

Para aqueles que perderam, Möeller e Botelho estão trazendo de volta o espetáculo “7” (Sete – O Musical), com Alessandra Maestrini, Ida Gomes, Zezé Mota, Eliana Pittman e Rogéria no elenco, e música de Ed Motta. Mais uma chance para aqueles que não puderam, ou não quiseram assistir o musical quando estava em cartaz.

Na minha opinião um musical bem interessante, e claro, com uma base em um dos contos que todos nós conhecemos: A Branca de Neve.
Quem quando pequeno nunca assitiu o filme, ou mesmo leu o livro milhares de vezes? Eu pelo menos adorava. E acredito que seja um dos motivos pelo qual as pessoas gostam do espetáculo. A história sempre nos lembra alguma coisa!

Bom, para aqueles que ainda não foram, não percam; “7 – O Musical” traz a pessoa amada em 7 dias. Está dada a dica!
Entrem no site oficial da peça para mais informações: http://www.axion.com.br/seteomusical/

Postado por,

Camila T. Carvalho

Blip.fm – O que você está ouvindo?

setembro 28, 2008

Podemos dizer que hoje em dia é quase impossível vivermos sem a presença da música. Estamos cada vez mais nos acostumando agregar a música em todas as nossas atividades rotineiras. Por isso, venho aqui apresentar o Blip.fm.
O que seria? Simples. Imagine um site no estilo do famoso Orkut. Bom, agora imagine o mesmo site, só que com música. Um site aonde VOCÊ é o Dj. Aonde você pode se comunicar com os seus amigos mandando para eles recados com as músicas que você gosta, e ainda poder criar uma própria lista de músicas, ou melhor ainda, a sua própria estação. Muito legal, não é mesmo?
Bom, pelo menos eu acho interessante. Na minha opinião é uma maneira diferente de fazer as pessoas se relacionarem, às vezes até chamando mais a atenção pelo seu diferencial que é o fato de você mesmo poder ser o Dj. Além disso, o site pode fazer com que pessoas com gostos musicais diferentes se conheçam e interajam entre si, conhecendo assim um pouco mais sobre os estilos musicais que eles não estão acostumados a ouvir. É uma maneira muito interessante de fazer com que aumentemos nosso repertório musical. Pois as pessoas com quem convivemos não têm todas o mesmo gosto e nem ouvem todas as mesmas bandas, artistas e Djs.
Ampliando mais ainda a visão de como o site é atraente, me volto para a situação em que a publicidade se encontraria diante de um recurso como esse. Acredito que através desse site os anunciantes consigam espalhar seus Jingles pela internet como uma campanha de Marteking Viral. E dessa forma, milhares de pessoas iriam ouvir dias e dias seguidos aquele determinado Jingle, e depois de um tempo ficando com a música e a marca na cabeça.
Quem ficou interessado, pode encontrar mais informações neste blog: http://gattune.blog.br/blipfm-o-que-voce-esta-ouvindo/
Ou então entrem direto no site: http://blip.fm/

Postado por,

Camila T. Carvalho

FEED e RSS

setembro 26, 2008

A pergunta seria: Por que estou postando sobre FEED e RSS no meu blog, se não tem muito o que dizer sobre isso dentro do assunto que abordamos? Bom, eu poderia responder dizendo que eu estou postando somente porque o meu professor da faculdade pediu para que eu escrevesse sobre ese tema. Mas acho que vai um pouco mais além. O FEED e RSS, servem para facilitar as nossas vidas. Ao invés de ficar entrando em diversos portais, e  blogs para ficar lendo tudo o que é atualizado, podemos ‘jogar’ tudo em um único programa que seleciona as atualizações dos sites cadastrados para a gente. Logo, no nosso caso, ou pelo menos no meu, que tenho uma compulsividade para ficar entrando nos blogs de musicais e lendo o que há de novo, utilizando esse recurso eu leio os blogs muito mais rápido, sem ter que ficar perdendo tempo entrando em um por um para fazer isso. É isso o que Lúcia Santaella nos fala com o conceito de leitor imersivo. Que fazendo um resumo da ópera, o que se passa é que quando lemos um livro, nós não podemos selecionar o que queremos ler, temos que ler tudo; já no caso da ineternet, quando usamos o FEED e RSS podemos ter essa facilidade, escolhendo assim o que queremos ler.  A relação que pode ser feita entre os FEEDS e RSS, e o iGoogle e o Netvibes, seria que em ambos os temos uma tela com diversas ferramentas e umas dela seria o leitor de FEED e RSS, assim selecionando apenas o que estamos interessados em ler, e não perdendo tempo com aquilo que julgamos desnecessário.

Postado por,

Camila T. Carvalho

Tom e Vinícius – O Musical

setembro 22, 2008

O musical  começa na elaboração de “Orfeu da Conceição”, peça escrita por Vinícius e musicada por Tom em 1955, e termina em 1962, em um concerto em Nova York, no Carnegie Hall, que  fez com que a bossa nova ficasse no topo das paradas de sucesso dos Estados Unidos. Com isso a imagem que temos de Tom Jobim e Vinícius de Moraes tende a ser quebrada (a imagem de um “senhor com charuto na boca, terno, óculos e chapéu-panamá” de Tom Jobim e a de “um velhinho de longos cabelos brancos, camisa aberta no peito e colar de miçangas esparramando sobre o barrigão” , segundo O GLOBO), mas a história é de como os dois se conheceram e de como surgiu a bossa nova.
O espetáculo tem a duração de duas horas e cerca de 20 músicas e textos, irados na maioria de escritos e entrevistas de Tom e Vinícius; e está em cartaz no Teatro Copa Airlines, Sex e Sáb às 21h30 e Dom às 18h. Eu mesma ainda não tive oportunidade de ir conferir, mas se querem a opinião de alguém que foi, minha amiga Carolina Calheiros postou em seu Papolog algumas coisas sobre o espetáculo, visitem e confiram:
http://www.papolog.com.br/carolcalheiros/posts/8/9/2008

Postado por,

Camila T. Carvalho

2º Prêmio Contigo! de Teatro

setembro 14, 2008

O 2º Prêmio Contigo! de Teatro que ocorrerá no dia 10 de novembro, no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, conta com um júri especializado para eleger as melhores peças e os melhores artistas de julho/2007 a junho/2008. Além disso a premiação conta com a participação do público que poderá eleger os melhores das 4 categorias do voto popular: melhor ator, melhor atriz, melhor espetáculo drama e melhor espetáculo comédia.
Acho que é muito interessante o que a Contigo! faz abrindo algumas categorias de voto popular. Pois acho muito importante que as pessoas possam expressar suas opiniões, e mais importante ainda que essas opiniões sejam ouvidas e levadas em consideração. Eles poderiam apenas ter deixado com que o júri especializado votasse e dessa maneira seguissem com a premiação, mas ouvir a opinião do público é realmente muito importante, não apenas para aqueles que trabalham nos projetos, ou para os críticos, mas muitas vezes para os próprios artistas, que dessa maneira podem ver o quanto o público admira o trabalho deles, ou a maneira como estão sendo aceitos. Algumas vezes a opinião do público pode servir para trabalhar a imagem do artista e melhorá-la paa que ele seja aceito cada vez mais.
Voltando a falar do 2º Prêmio Contigo! de Teatro, segundo o site http://contigo.abril.com.br/premio/teatro/, este ano a premiação ‘trará uma homenagem especial a um grande nome do palco.’
Confiram abaixo os indicados ao prêmio:

MELHOR ATRIZ
Andréa Beltrão, por As Centenárias
Glória Menezes, por Ensina-Me a Viver
Izabella Bicalho, por Gota d’Água
Kiara Sasso, por A Noviça Rebelde
Louise Cardoso, por Mãe Coragem e Seus Filhos
Marieta Severo, por As Centenárias

MELHOR ATOR
Edson Celulari, por Dom Quixote de Lugar Nenhum
Eduardo Moscovis, por Por uma Vida um Pouco Menos Ordinária
Fernando Eiras, por A Noviça Rebelde
Marco Nanini, por O Bem-Amado
Thelmo Fernandes, por Gota d’Água
Wagner Moura, por Hamlet

MELHOR ESPETÁCULO COMÉDIA
Amargo Siciliano, de Luigi Pirandello – Direção de Eduardo Tolentino
As Centenárias, de Newton Moreno – Direção de Aderbal Freire-Filho
Farsa, com textos de Cervantes, Martins Pena, Molière e Tchekhov. Direção de Luiz Arthur Nunes
A Festa de Abigaiu, de Mike Leigh – Direção de Mauro Baptista Vedia
O Homem Inesperado, de Yasmina Reza – Direção de Emílio de Mello
Metegol, da Intrépida Trupe – Direção de Cláudio Baltar e Renato Linhares

MELHOR ESPETÁCULO DRAMA
Dom Quixote de Lugar Nenhum, de Ruy Guerra – Direção de Ernesto Piccolo
Hamlet, de William Shakespeare – Direção de Aderbal Freire-Filho
Mãe Coragem e Seus Filhos, de Bertolt Brecht – Direção de Paulo de Moraes
Pequenos Milagres, do Grupo Galpão – Direção de Paulo de Moraes
Por uma Vida um Pouco Menos Ordinária, de Daniela Pereira de Carvalho – Direção de Gilberto Gawronski
Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues – Direção de Antunes Filho

MELHOR ESPETÁCULO MUSICAL NACIONAL
Aquarelas do Ary, de Marcos França com o Núcleo Informal de Teatro – Direção de Joana Lebreiro
Beatles num Céu de Diamantes, de Charles Möeller e Cláudio Botelho
Gota d’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes – Direção de João Fonseca
Um Homem Célebre, baseado em texto de Machado de Assis – Direção de Pedro Paulo Rangel
Machado a 3 X 4, de Luiz Paulo Corrêa e Castro – Direção de Guti Fraga e Fátima Domingues
Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues – Adaptação e direção de Zé Henrique de Paula

MELHOR ESPETÁCULO MUSICAL EM VERSÃO BRASILEIRA
O Baile, de Jean-Claude Penchenat – Adaptação de Valderez Cardoso Gomes – Direção de José Possi Neto
A Noviça Rebelde, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein – Direção de Claudio Botelho e Charles Möeller
Os Produtores, de Mel Brooks e Thomas Meehan – Direção de Miguel Falabella
West Side Story, de Arthur Laurents – Direção de Jorge Takla

MELHOR AUTOR
Carla Faour, por A Arte de Escutar
Daniela Pereira de Carvalho, por Por uma Vida um Pouco Menos Ordinária
Michel Melamed, por Homemúsica
Newton Moreno, por As Centenárias
Sérgio Roveri, por A Coleira de Bóris
Silvia Gomez, por O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade

MELHOR DIREÇÃO
Aderbal Freire-Filho, por Hamlet
Dudu Sandroni, por Rasga Coração
Eduardo Tolentino e Sandra Corveloni, por Amargo Siciliano
Felipe Hirsch, por Não sobre o Amor
João Fonseca, por Gota d’Água
Paulo de Moraes, por Pequenos Milagres

MELHOR CENÁRIO
Carla Berri e Paulo de Moraes
, por Pequenos Milagres
Daniela Thomas, por Não sobre o Amor
Gilberto Gawronski, por Por uma Vida um Pouco Menos Ordinária
Gringo Cardia, por O Bem-Amado
Hélio Eichbauer, por Um Dia, no Verão
Chris Aizner e Pedro Ivo Pisano, por Closer

MELHOR FIGURINO
Fábio Namatame, por West Side Story
J.C. Serroni, por Dom Quixote de Lugar Nenhum
Kika Lopes, por Ensina-Me a Viver
Marcelo Pies, por Hamlet
Rita Murtinho, por Mãe Coragem e Seus Filhos
Rosângela Ribeiro, por Senhora dos Afogados

Postado por,

Camila T. Carvalho

31ª Semana da Comunicação da FAAP

setembro 14, 2008

Durante a próxima semana (15 a 19 de setembro) acontecerá a 31ª Semana da Comunicação na FAAP, que desta vez estará abordando como tema a Idéia Como Produto.
Em resumo podemos dizer que o tema desta semana seria o medo que nós temos de que uma idéia, quando transformada em produto, e assim seduzindo as pessoas, ela então não tenha o mesmo sentido que teria antes. Porém, segundo Ronaldo Entler (Coordenador de Pós-Graduação e Professor de Análise da Imagem da FACOM – FAAP), podemos tirar desse risco os parâmetros para construir um diferencial: uma idéia pode ser tanto mais rentável quanto maior sua capacidade de oferecer uma compreensão da realidade, incluindo aí os mecanismos do próprio mercado. Quem quiser saber mais sobre o tema a ser abordado entre no site da semana de comunicação http://facom.faap.br/31semana/ , além de encontrar mais informações sobre o tema, também poderá encontrar a programação dos eventos que ocorrerão durante a semana (sobre filme, fotografia, jingle, poesia, poesia visual, programa de rádio, spots, teatro e vídeo).
Entretanto, hoje focarei em apenas uma das palestras que ocorrerá durante a semana. Uma palestra que tratará sobre a Comunicação Como Produto. Com a participação de Maria Lúcia Homem (Professora Doutora, psicanalista e professora da Facom/FAAP), Fernando Amed (professor da Facom/FAAP), Luís Felipe Pondé (Professor Doutor, vice-diretor e professor da Facom/FAAP, professor da PUC/SP e da Escola Paulista de Medicina) e João Carlos Guedes da Fonseca (professor da Facom/FAAP). Todos sabemos que somos influenciados pela mercadoria e nessa palestra discutiremos e analisaremos o modo pelo qual a comunicação sofre esse tipo de influência. Na verdade espero aprender muito com essa discussão e deste modo talvez passar a ver este problema por uma perspectiva diferente.

Postado por,

Camila T. Carvalho

Legalmente Brasileiro

setembro 7, 2008

Entrando para a lista de musicais que viraram filmes, ou neste caso, filmes que virarm musicais, o musical da Broadway “Legally Blonde” que virou febre em Nova York com todo aquele cor-de-rosa em peso, e milhares de espectadores copiando as coreografias virá para o Brasil.
Os diretores Charles Möeller e Claudio Botellho (que estão em cartaz com a montagem brasileira de ‘A Noviça Rebelde’ no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro) estarão cuidando do projeto, segundo Luciana Vendramini, que diz ter comprado os direitos do musical no exterior, embora nada tenha sido confirmado ainda, e que estará no papel vivido por Reese Whiterspoon nos cinemas e Laura Bell Bundy na Broadway.
Agora só nos resta esperar e ver no que esta história de direitos vai dar. Pois segundo o diretor de licenças internacionais ninguém ainda no Brasil tem os direitos do musical. Ele diz que tem a confirmação dos produtores de Legally Blonde de que não há promessa de venda dos direitos para Vendramini, nenhum contrato assinado, e que ninguém envolvido com musical “sequer ouviu falar dela”.
O fato é que “Legally Blonde” já entrou para a lista dos filmes que viraram musicais, e com uma aceitação muito grande em Nova York, agora está vindo para o Brasil. Com, ou sem Vendramini.

Postado por,

Camila T. Carvalho

As “idades” em Cats

setembro 7, 2008

Charles S. Peirce foi um pensador norte-americano que instituiu o pragmatismo como método de conhecimento. Para ele SIGNO era “aquilo que representa alguma coisa para alguém, sob determinado prisma.” Por exemplo a palavra casa é um signo gerado por um primeiro signo que é a casa (a imagem a que associo essa palavra). Porém cada pessoa pode interpretar o signo de uma maneira diferente, relacionando-o com algo que tenha em sua memória.
Entretanto aqui vamos discutir as relações de Primeiridade, Segundidade e Terceridade que são atribuídas ao signo.
A Primeiridade seria uma “compreensão a primeira-vista”, uma compreensão mais superficial. No caso da foto que estamos usando como exemplo (retirada do site http://www.flickr.com), a primeiridade se dá na sensação de movimento e rapidez que a foto nos passa, por causa da imagem não ter foco. A Segundidade é quando então se faz um reconhecimento da imagem e então tentamos associá-la com algo que já tenhamos visto, ou vivido (buscamos algo na nossa memória, que possa ser parecido com o que estamos vendo). Na foto a secundidade se dá quando buscamos no passado algo parecido com isso, por exemplo quando vemos algo se movimentando muito rápido em filmes por exemplo (por causa dos efeitos), ou mesmo quando batemos uma foto e mexemos a máquina enquanto ela ainda está “batendo” a foto. Já a Terceridade seria a fase que é voltada para a inteligência humana, onde nomeamos, representamos, e interpretamos a imagem; que no nosso caso seria quando você percebe que a imagem se trata de atores do elenco de “Cats” se movimentando no palco durante a peça. Você faz o reconhecimento do que está se movimentando, e deixa de prestar atenção apenas no “rastro” de luz que ficou mostrando o movimento delas.

Postado por,

Camila T. Carvalho

Soltando a voz

setembro 2, 2008

É cada vez maior o número de atores/atrizes que emprestam as vozes para os musicais brasileiros. Rostos conhecidos da televisão como Miguel Falabella, Juliana Paes e Vladimir Brichta que estrelam o musical de Mel Brooks “Os Produtores” estão cada vez mais comuns.
O Teatro Oi Casa Grande, no Leblon, onde o musical “A Noviça Rebelde” está em cartaz conta com a presença de Herson Capri, que diz que precisou vencer a timidez e aprender a usar corretamente seus graves e agudos, para poder viver o capitão Von Trapp no musical clássico.
Outra atriz que costuma emprestar sua voz para os musicais é Marília Pêra, que desta vez dirige uma comedia “Doce Deleite”, que colocou dois de seus colegas, Reinaldo Gianecchini e Camila Morgado representando uma ópera.
Visto então todos esses “novos cantores“ no meio, me pergunto o porque de muitas pessoas acabarem julgando esses artitas pelo simples fato de que eles antes apenas atuavam, e não cantavam. É como se a pessoa perguntasse: “Além de atuar agora ele quer cantar também?“. Acredito que isso é um total preconceito contra esses artitas, não sei porque o fato de alguém já trabalhar com teatro e não cantar possa ser em empecilho para que essa pessoa busque ampliar o seu conhecimento e seu desenvolvimento profissional.
Acredito que no campo das artes e da comunicação tudo está de certa maneira meio ligado. Uma coisa sempre acaba remetendo a outra, e por essa razão que acho que não deveria haver esse tipo de preconceito. Me veio agora a cabeça a seguinte pergunta: Porque pessoas como Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos, Sara Sarres, Marcos Tumura, Nando Prado, etc, deveriam ser levadas mais a sério, ou ter mais prestígio do que por exemplo Juliana Paes, Danielle Winits, Vladimir Brichta ou Herson Capri? Talvez seja pelo simples motivo de que os primeiros têm mais experiência com o canto, e com os musicais do que os segundos. Mas e quanto ao esforço que os segundos tiveram para conseguir viver tais personagens? Será que todo o esforço, e o trabalho que eles tiveram para conseguir adquirir técnica vocal suficiente para viver esses papéis em tão pouco tempo não conta?

Postado por,

Camila T. Carvalho

Hipermídia nas Óperas

setembro 2, 2008

O conceito de hipermídia, criado por Ted Nelson no ano de 1960 seria a reunião de várias mídias em um suporte computacional constituídas por pequenos blocos de informação, denominados nós, e que comunicam através de links não-linearmente. Entretanto, para Lúcia Santaella “a hipermídia significa uma síntese inaudita das matrizes da linguagem e pensamento sonoro, visual e verbal com todos os seus desdobramentos e misturas possíveis.”
Pensando então neste conceito e fazendo uma ligação entre ele e o teatro, pode-se levantar uma observação interessante: O teatro grego é a forma mais antiga de união com êxito entre as muitas formas de arte que conhecemos hoje em dia, ele conjugava música e literatura.
Algum tempo depois surgiram as óperas. Wilhelm Richard Wagner, era um admirador de literatura, que se interessou por música algum tempo depois, após ouvir Beethoven, assim conciliando suas duas paixões e criando suas primeiras óperas. Entre 1848 e 1874, ele escreveu a tetralogia Der Ring des Nibelungen (O anel dos nibelungos), que é uma peça que tem uma duração de 14 a 18 horas, onde ele conseguiu manter a coerência e a unidade criando o leitmotiv, motivo carregador, que seria um trecho sonoro vinculado a um personagem, objeto ou ação recorrente. Porém é mais complexo do que parece; Wagner faz um complexo jogo de sons de acordo com o que acontece em cada cena.
O legado que Wagner deixou foi tão grande que ele é tido como “inventor da música de cinema”, mesmo antes da criação do mesmo. Podemos então dizer que à partir do legado deixado por Wagner, o teatro musical, que seria uma variação do que é chamado de ópera, pode ser considerado como uma linguagem hipermidiática, pois ele envolve os elementos citados por Santaella (som, visão e verbo).

Postado por,

Camila T. Carvalho